Requisitos para a permuta entre tribunais
A permuta entre tribunais tem regras claras sobre quem pode pedir. Antes de procurar um par, vale conferir se você cumpre os requisitos da Resolução CNJ 603/2024.
Tempo e vitaliciamento
O magistrado não pode estar em processo de vitaliciamento. Em regra, é necessário ter pelo menos dois anos de efetivo exercício no tribunal. A exceção ocorre quando o pedido se funda em recomendação de gabinete de segurança institucional, ou órgão equivalente, por grave ameaça à vida do magistrado ou de seus familiares.
Os impedimentos
Não pode se candidatar à permuta o magistrado que:
- esteja respondendo a processo administrativo disciplinar;
- tenha acúmulo injustificado de processos conclusos além do prazo legal;
- tenha sofrido advertência ou censura nos últimos três anos;
- tenha sofrido remoção compulsória ou disponibilidade nos últimos cinco anos;
- esteja na iminência de se aposentar (cinco anos ou menos);
- esteja impedido de participar de concurso de remoção interna no tribunal de origem.
Esses filtros existem para evitar o uso oportunista do instituto e preservar a estabilidade das instituições.
Cumprir os requisitos não garante a permuta
Mesmo cumprindo tudo, a permuta não é direito subjetivo: depende da análise de conveniência e oportunidade e da aprovação dos colegiados dos dois tribunais. Os requisitos são a porta de entrada, não a garantia.
Para o panorama completo, veja o guia da permuta de magistrados. E quando estiver pronto, crie sua conta e veja quem já procura uma troca compatível com a sua.
Fonte oficial: Resolução CNJ 603/2024 (atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5907).